![]() António Chainho: “A guitarra é o meu grande amor” 14-03-2010 Depois de Brasil e Inglaterra, António Chainho voltou a levar a guitarra portuguesa para fora de Portugal com o intuito de gravar um disco. O resultado aí está, ‘LisGoa’, um álbum que surge no seguimento de uma viagem que o mestre fez à Índia e que acabou em trabalho. "Era um sonho antigo cruzar a guitarra portuguesa com as sonoridades indianas. Mas não sabia se seria fácil de concretizar, uma vez que a Índia tem vários estilos", diz António Chainho. ‘LisGoa’ conta com as vozes da fadista Isabel Noronha e de três dos mais consagrados cantores da Índia, Sonia Shirsat, Natasha Lewis e Remo Fernandes, este último "uma espécie de Rui Veloso lá do sítio", diz Chainho. O resultado desta incursão da guitarra portuguesa pela Índia acabou por surpreender o próprio músico, que não esconde a satisfação por mais uma missão cumprida. "Desde que me assumi como solista, há 20 anos, que a minha tarefa é a de divulgar a guitarra portuguesa", diz António Chainho, que não esconde a satisfação por já ter levado um instrumento "tão nosso" aonde diz nunca ter chegado a música portuguesa, como Sri Lanka ou Montenegro. A cumprir 45 anos de carreira, Chainho continua a manifestar um casamento feliz com a guitarra portuguesa, relação que começou aos sete anos e que continua em crescendo: "É a paixão e o grande amor da minha vida. Não há um dia que passe sem lhe tocar. E não é um instrumento fácil. Um dia, o Paco de Lucia tentou afiná-la, desistiu, olhou para mim e disse-me: ‘Tu és louco’." Miguel Azevedo | ||
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